Indicação de leitura: A Moreninha

Então, hoje estou aqui para fazer a indicação de um dos meus livros favoritos… Na verdade, eu sou um pouco suspeita para falar de meus livros favoritos, uma vez que, todos os livro que leio se transformam, inevitavelmente, em meus livros favoritos.

Estão vendo? Um assunto muito delicado. Mas deixando esses probleminhas de ordem pessoal, vamos falar de coisa boa.

Eu nunca poderia criar um tumblr para falar de livros sem deixar de falar  sobre ‘A Moreninha’ de Joaquim Manuel de Macedo. Esse livro marcou minha vida, bem, minha adoslescência para ser mais exata.

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[Talvez a imagem não esteja tão boa, mas foi a única foto que encontrei da edição que tenho. Colocarei lá em baixo a referência do livro]

É peculiar a minha história com  esse livro. Eu tinha essa edição aqui em casa há tantos anos e nunca me liguei de ler, na verdade, é da minha tia e eu meio que me apoderei do livro. Mas como poderia ser diferente? Bom, voltando, eu nunca pensei em ler o livro até que quando eu estava com uns 12, quase 13 anos, minha mãe me indicou a leitura do livro. Não que eu não pudesse ter lido antes, mas ela me disse que na época dela era o que as meninas ganhavam de aniversário para ler. Joaquim Manuel de Macedo era um escritor indicado para adolescentes. Eu tinha um espiríto meio rebelde e só li o livro mesmo aos 15 anos.

Foi paixão à primeira frase!

Comecei a ler, e não consegui parar e hoje, ele está na lista de livros que releio todos os anos.

É um livro perfeitamente romântico, com um enredo um tanto complexo para ser resumido em poucas linhas [pelo menos, é o que eu acho]. Tenho essa idealização que é um livro perfeito para se ler em um final de tarde, deitado em uma rede.

O livro conta a história de um jovem, Augusto, que é convidade para passar o feriado de Sant’Ana na Ilha de Paquetá. Afirmando ser um jovem inconstante para o amor, Augusto atrai a atenção da jovem Carolina, tão vivaz, neta da dona da casa e prima de seu amigo, Filipe. Querem fazer Augusto provar do próprio veneno, nossa bela moreninha se empenha em uma plano bem arquitetado que irá revalar muito do passado dos dois.

Vocês podem imaginar a minha alegria quando descobri que iriamos analisar essa obra na universidade. Muitas coisas me fascinam nela, gosto de romances de época, e Macedo faz um perfeito relato dos costumes de um Brasil quase colonial. A clareza com que traça o caráter dos personagens, os comentário humorísticos dirigidos ao leitor. Não somos só aquele que lê o livro, mas o que participa ativamente da obra, procurando desvendar os mistéiros da alma da Moreninha e do Augusto.

Em pensar que Joaquim escreveu ‘A Moreninha’ em um mês, quando estava de férias da universidade. Que surto literário! Que mês produtivo que nos rendeu mais de um século de apreciação à uma obra literária.

É um livro que não penso duas vezes antes de indicar a leitura e espero que, quem resolver lê-lo, faça-o com muito carinho.

Quem tiver interessado também pode baixar o livro, achei o livro em PDF no site Domínio Público »> LINK 

Então… Alguém quer compartilhar as experiência de leitura com esse livro?

Referência: MACEDO, Joaquim M. de. A Moreninha. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001, 40ª Edição.


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2 notes - Posted 2 months ago

Minha agenda de leitura (Janeiro de 2013):

Olá a todos!!

Bom, estou aqui mais uma vez para falar um pouco do que estou lendo nesse momento. Então, o livro que estou lendo no momento é O Homem que Calculada de Malba Tahan.

Essa é a edição que eu tenho, 45ª Edição da Editora Record:

O Homem que Calculava

Eu e esse livro temos um história longa de tentativa que vou contar brevemente.

Tudo começou há uns cinco ou seis anos atrás, não lembro direito, quando perguntei ao meu pai qual era o livro preferido dele e ele me disse que tinha vários. E dentro da relação que ele me disse tinha um livro que chamou muito a minha atenção, era O Homem que Calculava. Bom, com esse nome só podia falar sobre matemática, mas meu pai é historiador. Eu me lembro que fiquei intrigada, porque não era o estilo de leitura que eu achava que meu pai tinha. Então eu peguei para ler. E desde de então eu lei O Homem que Calculava

Eu sempre fui fascinada por todo tipo de manifestação religiosa, quando comecei a ler esse livro me deparei logo com a Islâmica. Eu fico fascinada com o jeito como ele explica a religião e a utiliza, porque o personagem principal Beremiz Samir é um islâmico persa que tinha uma habilidade incrível com a matemática. A primeira edição do livro foi lançada em 1939, e foi outra coisa que me surpreendeu também, pois o livro tem como cenário o mundo islâmico medieval, e é retratado de uma maneira tão bem feita que eu quase posso realmente pensar que foi escrito naquela época. Outra coisa que me surpreendeu é que Malba Tahan, na verdade, é o pseudônimo do Professor brasileiro Júlio Cézar de Mello e Souza. Ele tinha mais outro dois pseudônimo e escrevia livro “didáticos” utilizando a matemática de maneira lúdica, como O Homem que Calculava.

Eu nunca gostei de matemática, e acredito que meu pai também não, quer dizer, eu sabia matemática, mas eu era mais para o lado da história e da literatura. Mas esse livro mudou totalmente minha visão sobre matemática. Todo capítulo ele traz um problema matemático que Beremiz resolve de uma maneira incrível que levou minha visão da matemática para muito além da soma e das equações que vemos na escola. Esse livro traz não só matemática, mas conhecimentos gerais sobre um pouco de tudo, história, religião, geografia, filosofia. 

É um dos poucos livros que posso, sem dúvida, afirmar que é uma overdose de conhecimento.

Eu indico a leitura para todo mundo, não só para os matemáticos, principalmente para aqueles que não gostam de matemática e não veem a importância desta.

Então, por hoje é só, parece que me empolguei um pouco com o livro. Alguém já leu e quer compartilhar a experiência de leitura? 

Fiquem à vontade, mandem asks, submit seus livros preferidos e citações… Esse espaço também é de vocês!!

Kisses,

Bibi ;*


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2 notes - Posted 4 months ago

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